Seminário promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família a pedido da deputada do PPS reuniu entidades e pacientes de todas regiões do país
Promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família, a requerimento da parlamentar, o IV Seminário Renais Crônicos e Transplantados reuniu representantes de entidades, do DPU (Defensoria Pública Federal ), do Ministério da Saúde e pacientes de todas as regiões do país.
“Este dia é um marco na história de luta dos milhares de pacientes renais crônicos. O nosso objetivo principal foi alcançado, que foi ouvir os usuários, que é quem sofre na ponta as dificuldades de atendimento. É passo importante porque vai nortear os trabalhos da Casa sobre o tema e garantir o acesso desses pacientes ao tratamento adequado, com segurança e rapidez“, avaliou Zanotto.
Existem três modalidades de tratamento da doença renal crônica: a hemodiálise, a diálise peritoneal e o transplante de renal. Vários palestrantes alertaram para o avanço da doença, que geralmente é provocada pela hipertensão e diabetes, entre os jovens. “É importante também implementar políticas públicas de saúde para a prevenção dessas doenças”, observou a parlamentar.
A deputada é enfermeira e trabalhou em sala de hemodiálise durante vários anos.
De acordo com o presidente da ABCDT (Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplantes), Hélio Vida Cassi, há 150 mil pessoas necessitando de fazer diálise no país, mas praticamente a metade desses pacientes corre risco de morrer antes de receber o primeiro atendimento.
Já Renato Padilha, da Fenapar (Federação Nacional das Associações de Pacientes Renais e Transplantados do Brasil), defendeu trabalho das entidades com o Ministério da Saúde para aperfeiçoar a Portaria 389/2014, que define os critérios para a organização da linha de cuidado da Pessoa com Doença Renal Crônica (DRC) e institui incentivo financeiro de custeio destinado ao cuidado ambulatorial pré-dialítico.
De acordo com a representante da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Carmen Tzanno Branco Martins, apesar do número crescente de renais crônicos, existem apenas 750 unidades de diálise e homodiálise cadastradas no país, sendo 35 apenas na cidade São Paulo.
“A portaria é boa, mas falta financiamento, principalmente, para o atendimento ambulatorial”, citou. Ele propôs ao coordenador-geral de Medicina de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde, José Eduardo Fregolin Passos, trabalho em parceria com as entidades dos pacientes para debater a implantação da portaria.
Fregolin comprometeu-se em discutir a questão e estudar a revisão da tabela de financiamento do SUS.
Pessoa com deficiência
Várias entidades pediram agilidade na tramitação do projeto de lei, de autoria da deputada Carmen Zanotto, que concede aos renais crônicos os mesmos direitos dos portadores de deficiência. Atualmente, estes pacientes estão encaixados no grupo das doenças consideradas graves, segundo o Ministério da Saúde.
Emoção
Durante a reunião, o depoimento do presidente da Associação dos Renais Crônicos, Transplantados e Diabéticos de Rondônia, Jonas Cavalcante, emocionou a plateia, quando relatou a saga da família em torno da doença. Em tratamento, Jonas já perdeu o pai (morreu na segunda diálise), tem um sobrinho que fez transplante de rins e uma sobrinha de um ano e meio afetada pela enfermidade.
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| Jonas a esquerda e Doutor Valter |
Fonte: Colombo Paraná






