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Crise nos Transportes - Caminhoneiros ameaçam nova paralisação a partir de 23 de abril

O governo regulamentou as mudanças feitas pela Câmara e que atenderam a grande parte das demandas do movimento, mas os caminhoneiros estão novamente mobilizados por uma paralisação, desta vez pela criação do chamado frete mínimo. 


Os caminhoneiros ameaçam parar novamente a partir do dia 23 de abril caso não tenham suas reivindicações atendidas pelo governo federal.

Na última semana, o governo regulamentou as mudanças feitas pela Câmara e que atenderam a grande parte das demandas do movimento de caminhoneiros, principalmente a liberação para trabalhar com horas extras e chegar a uma jornada de 12 horas quando necessário, e a liberação do pagamento de pedágio pelos eixos levantados, quando o caminhão estiver vazio.

Mas o coordenador da comissão externa que acompanha o movimento de caminhoneiros, deputado Celso Maldaner (PMDB-SC), disse que os caminhoneiros estão novamente mobilizados por uma paralisação.

No feriado de Tiradentes termina o prazo pedido pelo governo para tentar achar um entendimento com o setor de cargas e atender à principal reivindicação dos caminhoneiros: uma tabela de custo que possa embasar um preço mínimo para o transporte de mercadorias, como explica Maldaner.

"Não há divergência nenhuma quanto à regulamentação da jornada dos caminhoneiros. Eu participei ativamente inclusive, nós temos aí todos os conformes de ambas as partes, eu acho que ficou boa demais. O impasse que nós vamos ter no dia 22 não tem nada a ver com a regulamentação. O impasse é a reivindicação da tabela referencial de custos. Essa é a nossa grande preocupação. Grandes embarcadores e trades entendem que não pode haver uma tabela mínima."

Os caminhoneiros estão satisfeitos com as mudanças feitas pelo Congresso e com a regulamentação. Para Ivar Schmidt, líder de um dos movimentos de caminhoneiros chamado Comando Nacional de Transporte, o problema é que muitos caminhoneiros dependem de uma tabela mínima para basear seus custos de frete.

"A principal reivindicação nossa no dia 22 é a criação do frete mínimo. O que é uma questão de sobrevivência para a categoria hoje. Porque devido ao pessoal em geral que trabalha com caminhão não ter um grau de instrução muito elevado, eles não sabem calcular o custo de transporte, e eles acabam carregando por menos do que é o custo real. Por isso a gente está exigindo essa tabela do frete mínimo como se fosse um salário mínimo, para que garanta pelo menos a cobertura dos custos."

O movimento de caminhoneiros deve se encontrar com representantes do governo federal, nesta terça-feira (21) na sede do Ministério dos Transportes. Em Brasília são esperados mais de 200 líderes desse movimento que reúne três setores: caminhoneiros independentes, pequenas transportadoras e grandes contratantes.

Reportagem — Marcello Larcher
Fonte: RADIOAGÊNCIA
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