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Greve dos Estradeiros - PRF registra novo ataque a caminhoneiros na BR - 364, em Vilhena

Alguns manifestantes mais exaltados tentam obrigar outros motoristas que continuam normalmente o trabalho a aderirem ao movimento.

Foto: O Globo

Fonte: Diário da Amazônia
A manifestação dos transportadores de grãos que não concordam com o reajuste do combustível segue firme no município de Vilhena. Um grupo grande composto por empresários do ramo, motoristas, e até mesmo produtores rurais está acampado às margens da BR-364, próximo à divisa com o Mato Grosso em protesto contra a alta do diesel.

Mesmo os líderes do movimento garantindo a pacificidade do evento, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) teve trabalho desde o início da paralisação dos caminhões, na quinta-feira. Alguns manifestantes mais exaltados tentam obrigar outros motoristas que continuam normalmente o trabalho a aderirem ao movimento, e quando são contrariados pelos colegas de profissão perdem o controle da situação. A represália mais comum registrada pela polícia é o vandalismo. Caminhoneiros que passam pelas barreiras de manifestantes e não aderem ao movimento são perseguidos pela BR, e quando interceptados têm as bicas e tombadores das carretas abertas (bicas são as laterais da carreta, são elas que impedem que os grãos não caiam no chão. Tombador é a parte de trás, o acabamento da carreta, que dá continuidade às bicas). Boa parte da carga acaba caindo no chão. O resultado é um verdadeiro transtorno tanto para o motorista, quanto ao dono do caminhão, e até mesmo à seguradora da carga, que precisa ir até o local do incidente para calcular o prejuízo.

Efetivos da PRF confirmaram à imprensa , que o quarto caso deste tipo de vandalismo aconteceu neste final de semana. O motorista relatou que trafegava pela BR-364, e foi surpreendido por um grupo de homens no km 44 da rodovia federal, próximo ao Posto Jamantão. Ele teve parte da carga despejada no chão, e foi abandonado pelo grupo. O caminhoneiro conseguiu entrar em contato com a polícia rodoviária que foi até o local e registrou Boletim de Ocorrência. O caso, assim como outros que aconteceram na BR-364 será investigado pela Polícia Federal (PF).

O caso mais emblemático de vandalismo, durante a manifestação dos caminhoneiros e proprietários de caminhões graneleiros, envolveu o motorista Genival da Silva, que estava com a mãe, Creuza Maria da Silva, e o filho de 12 anos. Ele furou o bloqueio dos manifestantes na noite da quinta-feira, e foi interceptado poucos quilômetros depois. Os manifestantes jogaram pedras no para-brisas do caminhão, apertaram o pescoço de Genival, e despejaram parte da soja no asfalto. O caminhoneiro não foi agredido fisicamente porque os autores do crime atenderam ao pedido de sua mãe, para que não lhe batessem.

Genival da Silva passou mais de 15 horas parado no meio da estrada à espera da seguradora da carga. Os líderes da manifestação reconheceram as agressões, mas garantiram que elas não fazem parte da ideologia do evento.
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