Na tarde desta quinta-feira (18) um grupo de Caminhoneiros Autônomos da cidade de Presidente Médici, Rondônia, fizeram um manifesto pacífico no pátio do Posto Trevo, as margens da 364, para mobilização de apoio na paralização do transporte dos produtos do agronegócio para exportação, no corredor Mato Grosso/ Rondônia, que está com mais de noventa por cento da frota de caminhões parados, por conta do baixo preço pago ao frete, que já não cobre os custos gerados pela viagem, deixando prejuízos aos proprietários dos caminhões utilizados nesse setor.
No manifesto de hoje em Presidente Médici, os participantes colocaram faixas com os seguintes duzeres "Falência do Transporte" Colapso no transporte em Rondônia" e pediu apoio do governador do Estado, Marcos Rocha, dos Deputados e Senadores, para que viabilize uma forma de reduzir o ICMS do óleo diesel, como forma de amenizar os impactos sofridos pelo baixo preço do frete e as constantes altas do diesel, em Rondônia o ICMS do diesel está acima dos 25 por cento.
O Na Estrada RO, conversou com um caminhoneiro que está participando do manifesto, que relatou que não tem condições de trabalhar com o preço atual do frete, que se continuar como está muitos não vai mais conseguir cumprir com seus compromissos, e nem pagar parcelas do caminhões, além de não conseguir fazer a manutenção dos veículos, ficando com caminhões sucateados.
O caminhoneiro também, falou dos valores pago ao frete, e disse que em março de 2021 de Sapezal /MT a Porto Velho/RO eles recebia o valor de R$160,00 por tonelada e que agora no início de novembro, após inúmeras altas do diesel, o preço pago pelo transporte da tonelada de grãos é de R$133,00 ou seja 27 reais a menos por tonelada. Atualmente fazer um carregamento de Sapezal a Porto Velho, não dá nem R$1200,00 livre pra o dono caminhao, que chega a investir 01 milhão na aquisição de um conjunto, caminhão mais carretas.
Os Transportadores Autônomos e Frotistas, do Estado de Rondônia, que atuam no transporte de grãos, estão com as atividades paradas a mais de semana, e buscam o aumento no preço pago ao frete.
É a Falência do Transporte, mesmo diante do cenário atual, muitos donos de caminhões estão trabalhando em meio ao Colapso do transporte, os que parou as atividades aguardam que as trendigs do agronegócio, reajuste os preços e oferte novos valores pelo frete e que de um fôlego para que os caminhoneiros e transportadores consigam manter seus caminhões trabalhando e que tenham lucros.
Em Vilhena/RO também a manifesto e a maioria dos caminhoneiros autônomos e frotistas estão parados.
Da Redação Na Estrada RO/ Welton Silva





