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CAMINHÕES COM ABSURDO EXCESSO DE CARGA DESTROEM RODOVIAS. MAIS DE MIL MULTAS APLICADAS SÓ NESTE ANO


O sistema móvel de fiscalização do Dnit foi instalado por algum tempo na BR 364, a maior e mais importante rodovia do Estado, que nos liga ao sul e o Acre,  nos levando aos países vizinhos.  Quando um caminhão passou pela balança, o susto: o veículo, que deveria transportar no máximo 23 toneladas de carga, tinha exatas 15 a mais: 38 toneladas.  Na BR 425, outro flagrante. O carreta fiscalizada tinha 14 toneladas a mais do que deveria estar transportando. A ação do Dnit também foi feita na BR 329 e na BR 421.  Em todas as rodovias federais de Rondônia, o resultado foi de mais de mil multas aplicadas apenas nesses primeiros cinco meses de 2019. Metade delas no posto de Ji-Paraná. No total, mais de 280 mil reis em infrações aplicadas.  Foram autuações feitas somente durante o dia, porque não há fiscalização noturna. Imagine-se se houvesse, porque é também à noite que circulam alguns dos caminhões com maiores exageros em suas cargas. No que resultam essas irregularidades absurdas? Basicamente, é isso que encurta a vida do asfalto, que o destrói, que enche as BRs de buracos e desníveis, mesmo em locais onde o asfalto foi colocado há pouco tempo. As transportadoras e os motoristas irresponsáveis não assumem a responsabilidade sobre os estragos que causam, é claro! Muitos deles fazem questão de criticar a má qualidade das obras e do asfalto colocado nas rodovias e que, muitas vezes, duram tão pouco. Ora, como não entender que se o volume de toneladas permitida nos trechos é X e os veículos carregam, além do autorizado, uma sobrecarga de até    60  por cento, como não compreender que é isso que destrói as rodovias e faz com que o asfalto, que deveria durar anos, muitas vezes dure apenas alguns meses?

“O brasileiro é mesmo um caso a ser estudado! Precisa da rodovia; a usa para sobreviver, mas faz de tudo para destruí-la. E ainda acha ruim, quando há um esforço, em termos de fiscalização, para que ela seja preservada”. O comentário é do engenheiro Emanuel Nery, do DNIT, que cabe muito bem no caso. Ele exemplifica com o que está acontecendo na região da Ponta do Abunã. Relata que quando se fala de colocar um dispositivo de pesagem na BR 364, depois da ponte nova, no sentido de Rio Banco,  há um alvoroço, como se isso fosse negativo e que o sistema só seria implantado para aplicar multas. “Não raciocinam que o  controle de pesagem é fundamental para que o asfalto que está sendo refeito (já foram completadas obras em 33 quilômetros, dos 160 que o serão, naquele trecho), seja mantido por longo tempo. O excesso de peso nas cargas que transitam pelas BRs rondonienses são, sim, culpadas por grande parte da destruição do leito das rodovias. Está na hora e mudar esse quadro, ou com conscientização e com multas pesadas. Não há outra forma.

Autor do Texto: Escrito por Sérgio Pires
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