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Vídeos mostram policiais rodoviários federais negociando propina no Triângulo Mineiro


Câmeras colocadas em viaturas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), com autorização da Justiça, registraram agentes negociando propinas no Triângulo Mineiro. As imagens fazem parte da investigação da Operação "Domiciano", que no último dia 22 de junho prendeu 15 policiais rodoviários federais e quatro empresários. O MGTV teve acesso às gravações. (Veja vídeos mais abaixo)

A operação foi da Polícia Rodoviária Federal (PRF), com apoio da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU). As investigações começaram em 2016 depois que a Corregedoria da PRF em Brasília recebeu a denúncia. Em seguida, foi instaurado inquérito pela Delegacia Federal de Uberlândia.

De acordo com a PF, os policiais investigados solicitavam propina dos usuários das rodovias que trafegavam de forma irregular, deixando de aplicar multas. Enquanto isso, empresários dos ramos de seguros, guincho e pátio eram beneficiados no esquema ao obter vantagens na relação com os policiais acusados, ao serem priorizados para atendimento de acidentes e ocorrências, com o objetivo de ter lucro fácil.

Vídeos mostram flagrantes




Durante um plantão, a equipe de ronda, composta pelos policiais rodoviários federais Abadio e Silvio Brígido, faz uma abordagem a um ônibus na BR-365. Neste período, a viatura permanece estacionada na traseira do ônibus e um dos policiais desembarca e conversa com o motorista.

As imagens da câmera instalada na viatura mostram quando o motorista do ônibus entrega ao policial uma quantia em dinheiro e logo em seguida o ônibus segue viagem, sem que tenha ocorrido fiscalização por parte da equipe policial. Após verificação, foi constatado que o veículo tinha irregularidades em um certificado.

Defesa

O escritório de advocacia Ribeiro e Silva, que faz a defesa do policial rodoviário Peter Albino e de outros dois policiais que não foram citados nessa reportagem, informou que está discutindo a validade dos requisitos que levaram à prisão dos três policias e aguarda, para os próximos dias, uma decisão judicial.

Sérgio Mestriner, que é advogado do policial Gisdelson Mário de Oliveira, disse que está analisando os autos. Falou ainda que o que foi noticiado, não condiz com a conduta do cliente dele, já que o policial não tem nenhum tipo de registro de crime administrativo e disciplinar.

A reportagem do MGTV não conseguiu contato com a defesa dos outros citados.

Fonte: TV Integração


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