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Por reunião, Funai pede fim da cobrança de pedágios na BR - 174, e PRF não descarta uso da força contra índios

Os índios da etnia Nhambiquara, bloquearam a BR-174, no km 522, entre Comodoro e Vilhena. Motoristas estão tendo que pagar pedágio para passar no local. 

BR - 174 - Foto: Reprodução Extra de Rondônia
Os índios da etnia Nhambiquara, que bloquearam a BR-174, no km 522, na região de Comodoro (667 km de Cuiabá), devem se reunir com o presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio) ainda essa semana para resolver o impasse no local. Porém, para que isto aconteça, eles precisam suspender a cobrança de pedágio que fazem no local. A tropa de choque da Polícia Rodoviária Federal (PRF), continua na região e não descarta o uso da força em caso de negativa dos manifestantes.

Os cerca de 200 indígenas reivindicam Licença Ambiental do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para desmatamento de quatro mil hectares e manutenção da estrada de acesso à aldeia. Como forma de protesto, eles cobram pedágio no valor de R$ 25,00 para veículos de passeio e R$ 50,00 para veículos transportadores de carga, o que tem causado revolta nos condutores.

Foto: Reprodução 
 A exigência da suspensão da cobrança do pedágio foi do próprio presidente da Funai, Flávio Chiarelli Vicente de Azevedo. A audiência contará com três representantes dos indígenas e três membros regionais da Funai. Os Nhambiquaras vão se reunir ainda nesta terça-feira (26) para decidir se acatam o pedido.

Uma reunião entre a PRF e os índios está marcada para a manhã da próxima quarta-feira (27), quando a decisão deve ser anunciada. Em caso de negativa por parte dos indígenas, a PRF aguardará uma decisão do Ministério da Justiça, em Brasília (DF), para definir uma estratégia de ação. Não está descartado o uso da força, se necessário.

“Esperamos um desfecho pacífico. Como sempre, a PRF procura esgotar todas as possibilidades amigáveis em manifestações e protestos. Mas, precisarmos garantir o direito de ir vir sem qualquer tipo de coação”, explicou a assessoria de imprensa da Polícia Rodoviária Federal.

Fonte: Olhar Direto
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