Caminhões atualmente registrados na ANTT poderão ganhar chip e adesivo para serem fiscalizados automaticamente em pontos de vistoria espalhados no Brasil. Medida tem como finalidade banir veículos irregulares e balancear operações no TRC.
| Foto: Arquivo Portal Na Estrada RO |
Segundo a ANTT, a principal finalidade é tirar do sistema o caminhão que por algum motivo comete irregularidades. Outra justificativa seria que a eliminação de uma parcela de unidades em operação serviria para equilibrar a saúde operacional e financeira do segmento, que sofreu com inflação nos últimos anos por conta da facilidade para adquirir veículos pesados e da forte queda na atividade econômica. Nos últimos cinco anos, a frota aumentou 24%, mas não houve uma renovação efetiva.
Hoje, o País conta com uma frota composta por 3,2 milhões de caminhões, sendo que quase a metade está apta a fazer frete e o restante está liberado para operar apenas para a própria empresa, sem registro da ANTT. Ricardo Gallo, economista da consultoria KonSCIO, afirma que que o País tenha hoje um excedente de 300 mil caminhões.
Em contrapartida, caminhoneiros e empresas pressionam o governo para que a solução para a queda no preço dos fretes seja uma regulação mais efetiva, sugerindo, principalmente, a criação de uma tabela com valor mínimo de frete. Grupos de representantes do governo federal e do TRC debatem o tema desde o fim da paralisação ocorrida no fim de fevereiro e nos primeiros dias de março.
Com informações da Folha de S. Paulo / Portal Transporta Brasil



